sábado, 14 de maio de 2011

Bichinho ou filho virtual?

Bichinho virtual. Assim era conhecido o objeto que mais me divertia quando eu tinha meus sete anos. Era algo fascinante, eu o tratava como um filho. Pois eu tinha que alimentá-lo, oferecer remédio quando doente e, principalmente, diverti-lo com as brincadeiras que vinham na programação dele.

Inicialmente, este brinquedo apareceu no Brasil na forma de um “baby dino”, um bebê dinossauro, mas ao longo dos anos foram se adaptando aos animais do nosso país como pintinho, gato, cachorro e assim por diante. Todos os animais saiam de um ovinho e, conforme você cuidava, eles cresciam, ou melhor, “evoluiam”.

Era tão divertido, mas ao mesmo tempo frustrante! Porque eles também tinham horário para acordar e se você não o alimentava na hora certa, o bichinho morria e você teria que começar a cuidar novamente desde o nascimento, como se fosse uma nova vida.

Lembro que alguns adultos comparavam este brinquedo com os filhos devido a dedicação, mas o brinquedo vinha com o botão de desligar quando você se cansava dele. Será que por isso o comparativo era feito, uma vontade escondida de desligar suas crianças?

Eu gostava tanto na infância que tive vários, confesso!
Há alguns meses eu comprei um novamente, mas percebi que não tinha mais a mesma graça, por quê será? Ele até morreu mais cedo do que eu esperava, porque eu não tive a mesma paciência de quando eu era pequena. Acredito que pelo avanço da tecnologia, as modificações feitas no bichinho virtual tiraram a graça no brinquedo. Ou fui que mudei demais?

Segue um vídeo abaixo, apresentando todas as funções que esse brinquedo tinha e como ele funcionava:


Beijos!

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